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Metalpronto
um salmão penetra a tarde em quietude de peixe
metaleve
o lume
phlox
ou o flúor de mil flores –
da
janela a fábrica estacionada como um trem
falha única no coração do homem
ou
o negativo de um homem
e
a raça natimorta das antenas
para ordenar os livros é preciso desarrumar a cidade
e
todas
as coisas que não têm deus
as
pipas no fim da tarde ancoram as casas no céu
e
vislumbramos:
buracos negros são rebarbas de universo
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