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Poesia
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Joia
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que |
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esmalte |
faz-se |
outra |
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avessa |
falha |
desfolha |
gume |
florindo |
única |
face |
Nota: algo inspirado nos quadrados mágicos da idade média, este
soneto-poliedro tenta reproduzir, através de quatorze
imagens (distribuídas em 7+7 versos entrecruzados), a
forma prismática de uma jóia lapidada, sobretudo no que
se refere ao feitio não unívoco de sua visão geral, tal
como acontece com as pedras preciosas que mudam seu
aspecto conforme o ângulo em que se a observa. Seus
versos podem ser lidos da esquerda para a direita e de
cima para baixo, sem ordem fixa. Pode-se pular os versos
ou intercambiá-los, alterando a ordem do poema e mesmo
encontrando outras possíveis leituras internas e
fragmentárias. A partir disso, quis criar um paralelo
com o lance de dados mallarmaico, uma vez que a joia
burilada é também esse dado que "assente sorte alguma".
Pois, como a palavra “joia” possui origem na palavra
latina “jocus” (jogo), busquei sempre manter o poema no
horizonte do lúdico, jogando em seus diversos níveis de
concepção.
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